Governo do Distrito Federal
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13/12/23 às 8h30 - Atualizado em 13/12/23 às 9h19

Estudantes de medicina e enfermagem colam grau em solenidades marcadas pela emoção

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A entrega dos certificados foi feita no auditório da Fepecs, que ficou lotado de familiares e amigos dos novos médicos e enfermeiros do DF

 

Natalia Oliveira, da Fepecs

 

A semana começou com muita emoção para 142 estudantes de medicina e enfermagem da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), que concluíram seus cursos e receberam o certificado de outorga de grau. O auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) foi o palco das solenidades, que ocorreram durante dois dias, com a presença de familiares, amigos e docentes dos novos médicos e enfermeiros do Distrito Federal.

 

Na segunda-feira (11), primeiro dia de evento, 80 estudantes de medicina fizeram seus juramentos diante de uma grande plateia, que misturava alegria e comoção. Eram pais, irmãos, companheiros e amigos, que vivenciaram os seis anos de dedicação integral ao curso, e que agora estavam ali, aplaudindo a conquista do diploma.

 

No dia seguinte (12), foi a vez dos alunos da enfermagem. Novamente, o auditório lotou de familiares e amigos, que assistiram emocionados à cerimônia de colação de grau dos 62 novos enfermeiros que, após quatro anos de estudo e empenho, se comprometeram com a missão abnegada de cuidar do próximo.

 

A diretora da Escs e presidente da mesa solene, Marta David Rocha, conhece bem a história de muitos formandos. À frente da Escola desde 2020, começou a atuar como docente em 2005, o que a faz ter um olhar fraterno para os alunos. “A colação é um momento muito especial, que requer grande esforço de cada um deles, coisas que nem imaginamos”, destaca.

 

Durante as solenidades, foi fácil perceber o misto de sentimentos dos alunos, que deixavam escorrer lágrimas de alegria e satisfação pessoal, mas também lamentavam o encerramento de um ciclo vivido por vários anos. Ali, era o fim dos encontros diários com os amigos, das reuniões depois das aulas e da troca de experiências apenas como estudantes. A plateia estava diante de novos profissionais de saúde, prontos para atender à população do DF.

 

Os oradores das turmas destacaram a emoção do momento, e o percurso, que contou com uma pandemia no meio do caminho. Relembraram o medo do desconhecido e aqueles que não tiveram forças para continuar. Alguns ficaram assustados, com medo do que estava por vir, mas a maioria continuou acreditando na vocação, e com resiliência chegaram até a formatura.

 

Em seu discurso no primeiro dia de solenidade, a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, saudou os novos médicos e fez um pedido: “olhem para seus pacientes, não sejam apenas médicos que cuidam do físico, mas, sobretudo, cuidem do coração dessas pessoas”.

 

 

Medicina

 

A aula inaugural do curso de medicina da Escs foi realizada no dia 11 de setembro de 2001, com 80 estudantes. De lá para cá, cerca de 1.200 médicos foram formados pela Escola, que coleciona profissionais espalhados em vários estados do Brasil e também fora do país.

 

Desde a primeira avaliação no Exame Nacional de Desempenhos de Estudantes (Enade), feita em 2007, a Escola conta com nota máxima, tamanha a qualidade do ensino. Segundo a diretora, “durante todos esses anos, a Escola tem mantido a excelência das notas e da metodologia de ensino”.

 

A estudante Júlia Visconti Segovia, representante da 18ª turma de medicina, que está se formando agora, conta que “a Escs foi meu sonho desde a adolescência. Fiz seis anos de cursinho para entrar, participei do vestibular tradicional feito pelo CNE, depois pela Cespe, e, finalmente, fui aprovada pelo Enem”. Para ela, as últimas semanas foram de incredulidade “me peguei em diversos momentos sem acreditar, realmente parece um sonho que serei médica formada pela Escs”.

 

Com planos de ser pediatra, Júlia espera ser aprovada para residência no Distrito Federal. “Se eu conseguir exercer a profissão com pelo menos dez por cento do amor e dedicação que vi nossos docentes entregarem, sei que estarei no caminho certo”, finaliza.

 

Enfermagem

 

O curso de enfermagem da Escs é um pouco mais novo, existe há 12 anos. Sua aula inaugural foi em abril de 2009, e, nesse tempo, formou cerca de 580 enfermeiros. Com uma metodologia ativa em cenários de ensino do próprio Sistema Único de Saúde (SUS), os enfermeiros são capacitados em caráter generalista, ou seja, têm competência para atender qualquer faixa etária.

 

Outro aspecto positivo é que a maioria dos enfermeiros retorna à Escola para fazer sua especialização dentro dos programas de residência ofertados pela Secretaria de Saúde do DF (SES) em conjunto com a Escs, o que inclui o programa de residência multiprofissional, considerado o maior do país.

 

A formanda Letícia Zupirolli, integrante da 12ª turma de enfermagem, afirma que “muitos sentimentos envolvem esse momento, mas o que ganha é o de gratidão pela oportunidade de me tornar o que tanto admiro”. Questionada sobre os quatros anos de aprendizado, ela descreve como “excelentes, em todos os sentidos possíveis e imagináveis”.

 

Segundo Letícia, “ser egresso desta instituição é um privilégio. Da metodologia aos docentes, da sala de aula aos estágios, ter esse diploma hoje, com essa insígnia alaranjada é, sem dúvidas, a concretização da melhor escolha”. Em relação aos planos para o futuro, ela diz ter aprendido que “não existe futuro que seja suficiente para o tamanho dessa profissão”.

 

História da Escs

 

A Escs existe há 22 anos e sempre fez parte da estrutura da Fepecs, que continua sendo sua mantenedora administrativa e financeira. Em 2021, com a lei de criação da UnDF, a Escola foi integrada à Universidade como órgão setorial do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde. No próximo ano, as vagas para ingresso na Escs por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) já serão via UnDF, que é a responsável pela assinatura do Termo de Adesão e pelo processo seletivo para entrada de novos estudantes. A emissão dos diplomas dos 142 novos médicos e enfermeiros também foi feita pela UnDF.

 

Alunos do país inteiro sonham com a chance de ingressar na Escola, que é muito procurada e chega a ter 89 candidatos por vaga. Este ano, foi o segundo curso mais concorrido do Brasil, perdendo apenas para a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

Para a diretora da Escs, esses números representam “a missão da Escola de formar profissionais que atendam à população com respeito e com conhecimento prático”. Segundo Marta Rocha, “os alunos saem daqui sabendo que nunca devem deixar de aprender e precisam se capacitar continuamente, isso é algo que aprendem aqui e levam para a vida toda”.

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